Ele era o mais bonito da sala. E para ela, o mais bonito da escola.
Os olhos brilhosos, o sorriso gentil, os cabelos bem cortados, e aquele charme de garoto mais velho que sempre a convenceu. Ela poderia afirmar que gostou dele de primeira, por que não seria uma mentira, ou exagero.
Como aluna nova, ela estava perdida, segurando um papel da direção, com uma mochila sem graça nas costas e as bochechas coradas – ela não estava acostumada a ter todas as atenções – era a metade do ano e ela estava em uma nova escola, e com o coração partido de saudades dos amigos do antigo colégio. Deixo bem claro que ela não queria mudar de escola.
Ajeitando o suéter ela sentou longe dele, estava com vergonha – em especial, dele – sem nenhum motivo para isso. Apesar de sorrir para ela, o garoto bonito não se aproximou. E quando a aula de Literatura se iniciou, ela já havia se enturmado com um pessoal com cara de nerd. Logo após, encontrou uma garota que assim como ela, amava sapatos e livros, não demorou para que sentassem juntas e trocassem telefones.
Era uma nova fase, decretou. Novos amigos, e bem, estava disposta a aproveitar. E assim o fez. Primeiro um churrasco com parte da turma, segundo uma saída depois da aula, logo, festa do pijama. Mas, e ele? O garoto bonito? O do sorriso gentil? Ele era tão tímido quanto ela! Quando se falavam era a respeito das aulas chatas de Inglês ou então, quando comentavam sobre algum filme de ficção científica. Ela por dentro vibrava, e sorria para ele de forma carinhosa – algo que ele nunca percebeu. Não demorou muito para que o coração dela batesse mais rápido, ou então, para ela se animasse para ir para escola (e isso nunca acontecia!). Apesar de sempre gentil, ele nunca mostrou interesse nela, afinal, ele tinha suas conquistas, algumas tão bonitas quanto à aluna nova, outras, enfim, melhor não comentar. Deveriam ser legais. Ele tinha que admitir que ela sempre fora o tipo dele, tipo que sua mãe, também sempre sonhara ter como nora.
Claro que a aluna nova tinha seus defeitos. Às vezes tão metida – seus amigos que diziam isso –, gostava de bandas que ele não conhecia, e não torcia para seu time de futebol, e para piorar, ela não gostava de futebol! E tinha outro porém, ele nunca tinha a oportunidade de conversar com ela. Pensou em adicionar no facebook, mas a timidez fora maior. Dava a impressão que estava muito afim dela.
Era novembro quando sentaram juntos pela primeira vez, aquela coisa de professor chato para fazerem uma experiência de integração (era novembro, interação agora?), conversaram sobre música o que não deu muito certo, ela gostava de Taylor Swift e ele de U2, ele elogiou o cabelo nova e ela quase caiu da cadeira, coisa de quando se gosta de alguém. Naquela aula – que tinha tudo para ser chata – ela sentiu vontade de chorar. Era bom sentir assim, livre e jovem, para ter paixão platônica pelo garoto bonito, e ela sabia que em breve tudo aquilo acabaria. Dezembro chegaria trazendo a formatura, os sonhos, o vestibular, o fim de um ciclo escolar que começara lá no pré. Na cabeça dela, os universitários não tinham tempo para amor platônico, e para ela, o mais importante era o vestibular daquela Federal que sonhara toda a vida. Não tinha tempo para amores. Quando a aula de interação terminou ele sorriu e voltou para a mesa onde sentava com seu grupinho, ela continuou ali, sentada registrando aquele sorriso para sempre. Ô garoto do sorriso bonito!
Era bobo, infantil, escroto. Mas para ela, aquilo de gostar de alguém e nunca dizer – e também nunca beijar – era normal. Sempre ela, a rainha desses “gostar”, suas amigas sempre a criticaram. Ela nunca se importou. Era uma romântica nata, embora nunca admitisse. Não em voz alta.
O tempo passou, e sem mais despedidas, a formatura chegou. Ele, para seu azar, não estava. Tinha ido para outra cidade prestar segunda fase de algum vestibular, no banheiro ela chorou, borrando toda a maquiagem bonita daquela noite. Abraçou os amigos, aqueles até mesmo menos importantes, dando adeus ao colegial. E mesmo sem querer, a ele também. O garoto bonito de quem gostava. A vida seguiria e não seria normal – ou legal – gostar de alguém que quase não conhecia (mesmo).
De uma coisa tenho certeza: Ela gostava dele. Daquela maneira gostosa de colegial, da inocência que quase não existe. Gostava do sorriso, da timidez, do charme... Para ela, de alguma forma, mesmo sem o conhecer (realmente), ele não era só o garoto bonito.
Era alguém de quem ela gostava.
E gostava demais.
Talvez tenha espaço para eles no futuro. A vida tem lá seus espetáculos extraordinários. Ela apelava pela sorte, e eu, no amor.

ps: O texto é da linda da Tainá Domingues, ainda não consegui colocar a asinatura dela aqui, se alguém souber como coloca.. me explica ai nos comentários. Beijos sonhadoras!



Que toda garota é apaixonada por decoração todo mundo já sabe, mas e quando esse amor retrata seu lado mais intimo? A decoração do quarto demonstra em detalhes cada traço da nossa personalidade, desde um espelho até a tinta da parede. 

Um dos quartos mais lindos que já vi, foi o da Melina Souza do blog A Series of Serendipity, olhar para as fotos da decoração do quarto da Mel é quase entrar no filme Alice no país das maravilhas e não é porque o quarto tenha decoração inspirada no filme, é somente pelo fato dele representar para quem observa as fotos, a fiel retratação de um mundo mágico.

E foi justamente graças às fotos do quarto, que eu tive a oportunidade de conhecer o blog e a cada dia ter novidades sobre filmes, concursos culturais, resenhas de livros e até mesmo um pouco mais sobre alguns lugares de Curitiba que sempre fazem plano de fundo no look do dia, a Mel assim como seu quarto tem um estilo vintage que continua em alto esse ano. 

Mas então vamos parar de conversa e conhecer um pouco mais da decoração do quarto?




(esse bonequinho a Mel ganhou de uma leitora)


Agora me diz meninas como não amar essa quarto tão fofo? 
Espero que tenham gostado. 
Beijos sonhadoras!